31 de outubro de 2010
30 de outubro de 2010
29 de outubro de 2010
Amor ou Ódio
Se no amor há escravos deixa-me ser o teu,
Escraviza-me e obriga-me a fazer-te sorrir,
Ama-me ou odeia-me, abraça-me ou tortura-me,
Escraviza-me e obriga-me a nos teus pés cair,
Atira-me à fogueira e transporta-me para o céu.
Mata-me e deixa-me renascer a teu lado,
Prova-me que o tempo pode ser feito por nós,
Escraviza-me e obriga-me a respeitar-te até à eternidade,
Prova-me que conseguimos caminhar juntos à mesma voz,
Mata-me se eu não morri já sufocado.
Sufocado por tudo o que guardo no fundo do coração,
Amedrontado e esgotado para procurar a felicidade,
Ama-me ou odeia-me, abraça-me ou tortura-me,
Desde que me mostres que o teu coração não está gelado,
Desde que me reveles algo, seja desprezo, seja paixão.
Poema inspirado em: Dá-me Amor ou Ódio, by Mundo Cão
Escraviza-me e obriga-me a fazer-te sorrir,
Ama-me ou odeia-me, abraça-me ou tortura-me,
Escraviza-me e obriga-me a nos teus pés cair,
Atira-me à fogueira e transporta-me para o céu.
Mata-me e deixa-me renascer a teu lado,
Prova-me que o tempo pode ser feito por nós,
Escraviza-me e obriga-me a respeitar-te até à eternidade,
Prova-me que conseguimos caminhar juntos à mesma voz,
Mata-me se eu não morri já sufocado.
Sufocado por tudo o que guardo no fundo do coração,
Amedrontado e esgotado para procurar a felicidade,
Ama-me ou odeia-me, abraça-me ou tortura-me,
Desde que me mostres que o teu coração não está gelado,
Desde que me reveles algo, seja desprezo, seja paixão.
Poema inspirado em: Dá-me Amor ou Ódio, by Mundo Cão
28 de outubro de 2010
Carta a um Amor Secreto n.7
És tu, a responsável pelas dores que me enfraquecem, a culpada das palavras que escrevo, a perfeição que eu tanto procuro. És tu, aquela que meus olhos desejam encontrar, aquela que faz com que o meu coração bata mais rápido, aquela que me preenche os sonhos todas as noites. És tu, a luz que ilumina a escuridão que me consome os dias, esta escuridão onde agora te escrevo mais uma carta que tu vais ler friamente, sem revelar emoções, sem revelar os sentimentos que por mim não possuis.
Neste momento, enquanto escrevo esta carta, penso nos próximos dias, penso na possibilidade de estar a teu lado, penso na utopia que não me larga. Quando tu leres estas palavras já me terei deparado com a realidade e terei testemunhado a irracionalidade dos meus sonhos, no entanto agora, antes de tudo, acredito que algo vai acontecer. Gostava que a próxima carta marcasse um final ou um início, gostava que a próxima carta marcasse algo e não fosse apenas mais uma carta…(in)felizmente sei que a próxima carta será igual a esta, igual à anterior, igual a todas as cartas. Mas pelo menos sonhei…e enquanto isso fui feliz.
Neste momento, enquanto escrevo esta carta, penso nos próximos dias, penso na possibilidade de estar a teu lado, penso na utopia que não me larga. Quando tu leres estas palavras já me terei deparado com a realidade e terei testemunhado a irracionalidade dos meus sonhos, no entanto agora, antes de tudo, acredito que algo vai acontecer. Gostava que a próxima carta marcasse um final ou um início, gostava que a próxima carta marcasse algo e não fosse apenas mais uma carta…(in)felizmente sei que a próxima carta será igual a esta, igual à anterior, igual a todas as cartas. Mas pelo menos sonhei…e enquanto isso fui feliz.
26 de outubro de 2010
O Rapaz dos Sonhos Perdidos
Era uma vez um rapaz…
Ele sonhava em ser feliz,
Ele sonhava em ser feliz,
Em ter tudo o que queria,
Em ser tudo o que desejava,
Nada disso teria nem seria,
Era um rapaz, mero aprendiz.
Tinha tantas ambições,
Tinha tantas ambições,
Tantos planos de futuro,
Perdeu tempo com tudo isso,
Esqueceu-se que viver é duro,
Ganhou dores e frustrações.
Desperdiçou a vida a sonhar
Desperdiçou a vida a sonhar
Até ao dia em que acordou,
Mas era já tarde demais,
De nada lhe servia lutar…
E foi nesse dia que tudo acabou.
P.S. - Hoje recupero um poema que escrevi há já muito tempo. Espero que gostem.
25 de outubro de 2010
24 de outubro de 2010
Trilhos Silenciosos
Em ruas escuras caminho,
Mal imaginando meu destino,
Chorando e gritando sozinho.
Ruas isoladas que apenas eu percorro,
Fantasmas que me assustam sem piedade,
Ruas perdidas em que eu morro,
Fantasmas que se alimentam da verdade.
Verdade que a cada palavra liberto,
Verdade que cada vez mais me sufoca,
Verdade que apenas existe neste meu deserto,
Verdade que invariavelmente te evoca.
Mas um dia as palavras cessarão,
Assim como a dor que me consome,
Nesse dia muitos recordarão
Tudo o que fiz em teu nome…
Excepto tu…
Mal imaginando meu destino,
Chorando e gritando sozinho.
Ruas isoladas que apenas eu percorro,
Fantasmas que me assustam sem piedade,
Ruas perdidas em que eu morro,
Fantasmas que se alimentam da verdade.
Verdade que a cada palavra liberto,
Verdade que cada vez mais me sufoca,
Verdade que apenas existe neste meu deserto,
Verdade que invariavelmente te evoca.
Mas um dia as palavras cessarão,
Assim como a dor que me consome,
Nesse dia muitos recordarão
Tudo o que fiz em teu nome…
Excepto tu…
23 de outubro de 2010
22 de outubro de 2010
Carta a um Amor Secreto n.6
Mais que uma vez dei por mim a pensar em tudo o que me deste, mesmo não querendo, mesmo não sabendo. No entanto hoje é diferente e dou por mim a pensar em tudo o que me tiraste, tudo aquilo que tinha antes de entrares na minha vida, tudo aquilo que ainda podia ter. Não consigo evitar a nostalgia do tempo em que tu ainda não “existias”, aquele tempo em que eu conseguia viver em liberdade. Sim, porque hoje não me sinto livre, ainda não. Estou preso àquilo que por ti sinto, preso ao dever de te prestar homenagem em cada palavra que escrevo, preso à ideia de que te posso fazer feliz. Estou preso à utopia que tu representas e não consigo deixar de fazer de ti a maior de todas as divindades, a maior de todas as riquezas, a maior dádiva com que já fui abençoado.
Mas no final isto são só palavras que nada provam, nada revelam, nada significam. São as minhas palavras para ti, mais umas quantas a juntar a todas as outras que um dia serão esquecidas. Malditas palavras.
Mas no final isto são só palavras que nada provam, nada revelam, nada significam. São as minhas palavras para ti, mais umas quantas a juntar a todas as outras que um dia serão esquecidas. Malditas palavras.
19 de outubro de 2010
Dor Dilacerante
Sorri por tempo demais
Tempo em que não consegui escrever
Sorri por tempo demais
Foi enquanto te consegui ter
Sorri por tempo demais
E agora chegou o tempo de sofrer.
Tempo por que tanto esperei
E que contigo não fui capaz de alcançar
Tempo por que tanto esperei
E que não podia ter enquanto te podia abraçar
Tempo por que tanto esperei
E que agora tenho por te abandonar.
Tempo em que não consegui escrever
Sorri por tempo demais
Foi enquanto te consegui ter
Sorri por tempo demais
E agora chegou o tempo de sofrer.
Tempo por que tanto esperei
E que contigo não fui capaz de alcançar
Tempo por que tanto esperei
E que não podia ter enquanto te podia abraçar
Tempo por que tanto esperei
E que agora tenho por te abandonar.
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