12 de janeiro de 2010
Sem saber*
Sem saber se devo sorrir, chorar ou voltar a adormecer,
Às vezes queria isso, adormecer, não acordar mais,
Evitava tanta dor, tanto sofrimento, tantas coisas más,
Evitava também alegrias, é certo, mas para quê ser feliz?
Para quê ser feliz quando não tenho o que mais quero?
Para quê ser feliz quando na realidade sinto o mundo a desabar?
Para quê ser feliz quando a verdade é que mereço sofrer?
Questiono o mundo em que vivo, tudo o que vejo, tudo o que sinto,
Não sei já o que é real e o que não passa de um mero pesadelo,
Se tudo fosse pesadelo queria acordar, quer dizer, quereria?
Nada sei, nunca soube, nem sequer quero saber…para quê?
Deixar o mundo que tenho e esperar por felicidade? Felicidade pura?
Eu sei que é ilusão, mas tudo na minha vida o é…sempre o foi.
*Primeiro poema que escrevo sem rimas. Afinal, poesia não se trata de rimar.
11 de janeiro de 2010
Os amados
Há pessoas que nascem para ser amadas. Para quem amor não é um sentimento recíproco, mas sim um sentimento que os outros sentem e que essas pessoas apenas contemplam. Conheço pessoas assim. Pessoas para quem não interessa quem têm ao lado, desde que essa pessoa sinta amor. E afinal, quem de nós não quer ser amado? Quem de nós não quer deixar de ser um pouco do mundo e passar a ser o mundo de alguém? No entanto não é essa a questão. É que gostarem de nós é fácil, nem sequer é preciso fazermos nada. Basta sermos aquilo somos, sem medos e receios, e alguém irá gostar de nós, quiçá amar-nos. O mais difícil é amar. Amar é que é o sentimento que coloca qualquer um à prova.
Mas as pessoas de que falo, as que foram feitas para serem amadas, são felizes. Talvez até sejam mais felizes do que eu, do que tantos outros que amam e sofrem por amar. É que para essas pessoas não chega o amor de um, nem de dois. Essas pessoas têm que ter a certeza que se deixarem de ser amadas aqui, podem pegar nas suas coisas e irem ser amadas ali. E se deixarem de ser amadas ali têm outro alguém que as ame, seja onde for.
E sabem uma coisa? Estas pessoas são as responsáveis pela felicidade de muitos, são as responsáveis pelos poemas, pelas cartas e pelos textos, são as responsáveis pelas histórias de encantar e pelos filmes com finais felizes. São as responsáveis pela sinceridade, pela paixão e pelo amor. Mas são também as maiores responsáveis pela dor de corações destroçados pela realidade.
10 de janeiro de 2010
Sofrimento
7 de janeiro de 2010
Amar em silêncio
Sensações demasiado reais que nunca perderei,
Guardo em mim cada sorriso, cada momento,
Guardo em mim todo este enorme sentimento,
Algo com que para sempre viverei, eu sei…
Guardo em mim cada recordação de te amar.
E continuo a amar-te neste silêncio que me sufoca,
Escondendo todo este meu desejo constantemente,
E continuo a querer-te aqui a meu lado,
Sei que é algo que quererei eternamente…
E continuo a acreditar que o teu coração me evoca.
Mas estou perdido, abandonado, sozinho, assim…
Vivendo no sonho de te poder ter novamente
Para te mostrar tudo o que sinto, apaixonadamente…
Mas se tu quiseres isto pode ser o início…e não o fim.
6 de janeiro de 2010
Os amantes
Há pessoas que nascem para amar, pessoas que se dedicam de tal forma ao amor que constroem a sua felicidade em torno de sonhos utópicos, pessoas que mesmo sofrendo por amor não abdicariam dessa dor por nada deste mundo, por saberem que o simples facto de amarem as torna melhores, mais sinceras, mais verdadeiras. Essas pessoas quando amam fazem-no de alma e coração, sentem o que transparecem e transparecem o que sentem. E quando amam não têm vergonha de o revelar, não têm vergonha de dar as mãos no meio da rua, não têm vergonha de abraçar, beijar, acariciar…não têm medo de amar. Porque tal como se diz “o amor é cego”, cego de preconceitos, de estereótipos, de vergonhas e mentiras.
O amor é um bem tão precioso que tem que ser revelado, e estas pessoas sabem isso. Sabem que se amam têm de declarar o seu amor, mesmo que não sejam amadas. E afinal o que é que isso importa? O amor não tem de ser correspondido para ser amor. E é por saberem isto que essas pessoas quando amam o traduzem das maneiras mais sinceras, sem medo de serem gozadas e sem medo de consequências. E é por isso que essas pessoas adormecem todos os dias com um sorriso, imaginando quem amam a seu lado. E é por isso que essas pessoas acordam todos os dias na ânsia de ver quem amam, mesmo que esse alguém nem sequer saiba da sua existência. E é por isso, por saberem o que é o amor, que essas pessoas são felizes…à sua maneira.
5 de janeiro de 2010
Carta a um amor Secreto n.1
Mas se há coisa que eu amo nesta vida são esses sonhos. Sonhos utópicos, sonhos irreais. Sonhos que me fazem acordar com um sorriso mesmo sabendo que esse sorriso não tem razão de ser. É que ao acordar destruo o mundo perfeito que tenho quando sonho…e qual é a felicidade de acabar com a perfeição? Não deveria ser nenhuma, eu sei. Mas aquele sorriso quando acordo é um sorriso que transmite tanta coisa que não me posso livrar dele. É um sorriso de esperança, de fé, de dor, de paixão, de amor, de alegria, de tristeza, de saudade, de realismo…é só um sorriso, mas é tudo…tudo tal como tu és, mesmo que não o sejas aqui a meu lado, mesmo que não o sejas sequer perto de mim.
E sabes, amanhã vou voltar a sonhar contigo, e depois de amanhã, e depois de depois de amanhã. E vou voltar a acordar com aquele sorriso. E depois, quando a noite chegar vou voltar a escrever-te, mesmo sabendo que tu nunca lerás as minhas cartas.
Afinal, tu nem sequer existes…és apenas uma miragem no meu mundo de imperfeições.
4 de janeiro de 2010
Finjo
2 de janeiro de 2010
Murmúrios no vazio
Murmúrios em que quero acreditar,
Murmúrios de esperança na felicidade,
Murmúrios que um dia vão acabar,
Murmúrios que alimentam meu coração.
São murmúrios que em mim elevam
A força para continuar a sorrir,
São murmúrios que nunca me negam
Aquilo que nunca lhes poderei pedir.
Desses murmúrios faço isto,
Meros poemas, sem qualquer distinção,
E destes poemas não desisto,
Por serem meu alicerce…sempre o serão!

