O vídeo desta semana é um pouco longo, mas vale totalmente a pena "perder" oito minutos a vê-lo. É a melhor e mais comovente curta metragem que já vi... Espero que gostem!
14 de outubro de 2009
Eu e tu
Ninguém sabe o que é amar,
Menos tu, menos eu,
Porque o amor é tudo isto,
Tudo pelo que temos de lutar,
Porque sem ti não existo,
Porque juntos não vamos chorar.
Ninguém sabe o que é sofrer,
Menos tu, menos eu,
Porque a dor é o que nos move,
Tudo o que temos de vencer,
Porque tudo nos comove,
Porque nada nos faz ceder.
Ninguém sabe o que nós sabemos,
Porque ninguém vive o que vivemos,
Ninguém será feliz como seremos,
Porque ninguém sofreu o que sofremos.
Menos tu, menos eu,
Porque o amor é tudo isto,
Tudo pelo que temos de lutar,
Porque sem ti não existo,
Porque juntos não vamos chorar.
Ninguém sabe o que é sofrer,
Menos tu, menos eu,
Porque a dor é o que nos move,
Tudo o que temos de vencer,
Porque tudo nos comove,
Porque nada nos faz ceder.
Ninguém sabe o que nós sabemos,
Porque ninguém vive o que vivemos,
Ninguém será feliz como seremos,
Porque ninguém sofreu o que sofremos.
12 de outubro de 2009
Dias de solidão
São dias de dor
São dias de paixão
São dias de amor
São dias de solidão.
São dias em que choro
São dias em que te quero
São dias em que imploro
São dias em que por ti espero.
São dias que demoram a passar
São dias em que lágrimas correm
São dias em que esperanças morrem
São dias em que sofro por amar.
São dias, meros dias, que um dia vão acabar,
São dias, meros dias, que um dia vou recordar.
São dias de paixão
São dias de amor
São dias de solidão.
São dias em que choro
São dias em que te quero
São dias em que imploro
São dias em que por ti espero.
São dias que demoram a passar
São dias em que lágrimas correm
São dias em que esperanças morrem
São dias em que sofro por amar.
São dias, meros dias, que um dia vão acabar,
São dias, meros dias, que um dia vou recordar.
11 de outubro de 2009
Falésia da morte
Olhos pela morte cerrados,
Não mais se voltarão a abrir,
Corpos pela morte acabados,
Não mais irão sofrer,
Gritos pela morte calados,
Não mais irão surgir.
Feliz morte, feliz final,
De quem já não queria viver,
Feliz morte, fatal,
De quem tudo decidiu perder.
Maldita morte que não chega
Maldita morte que nos deixa acordar,
Maldita morte que não me leva,
Maldita morte que me deixa chorar.
Não mais se voltarão a abrir,
Corpos pela morte acabados,
Não mais irão sofrer,
Gritos pela morte calados,
Não mais irão surgir.
Feliz morte, feliz final,
De quem já não queria viver,
Feliz morte, fatal,
De quem tudo decidiu perder.
Maldita morte que não chega
Maldita morte que nos deixa acordar,
Maldita morte que não me leva,
Maldita morte que me deixa chorar.
10 de outubro de 2009
Sem voz
Gritei.
Por saber que só assim podia ser feliz,
Por querer mostrar que era alguém,
Por não ter conseguido o que quis,
Por estar condenado a não ser ninguém.
Gritei.
Quando a vida me deitou ao chão,
Quando tive de aprender a lutar sozinho,
Quando deixei de ouvir o coração.
Gritei.
Por não saber mais o que fazer,
Por tudo à minha volta estar errado,
Por nunca me ter sentido amado,
Por estar destinado a sofrer.
Gritei até hoje,
Mais não consigo gritar,
Gritei até hoje,
Até a esperança acabar.
Por saber que só assim podia ser feliz,
Por querer mostrar que era alguém,
Por não ter conseguido o que quis,
Por estar condenado a não ser ninguém.
Gritei.
Quando a vida me deitou ao chão,
Quando tive de aprender a lutar sozinho,
Quando deixei de ouvir o coração.
Gritei.
Por não saber mais o que fazer,
Por tudo à minha volta estar errado,
Por nunca me ter sentido amado,
Por estar destinado a sofrer.
Gritei até hoje,
Mais não consigo gritar,
Gritei até hoje,
Até a esperança acabar.
21 de setembro de 2009
Procuro
Procuro alguém na noite,
Alguém que não consigo encontrar,
Choro pela sua ausência,
Sei que com ela vou continuar,
Mas continuo à procura,
Esta busca nunca irá acabar,
Por saber que vale a pena,
Por saber que a vou achar.
Se nunca a tiver sei que chorarei,
Sei que a minha vida não fará sentido,
Sei que pelo fim da dor gritarei,
Sei que me sentirei perdido,
E sei que a tristeza comigo acabará, isso eu sei.
Alguém que não consigo encontrar,
Choro pela sua ausência,
Sei que com ela vou continuar,
Mas continuo à procura,
Esta busca nunca irá acabar,
Por saber que vale a pena,
Por saber que a vou achar.
Se nunca a tiver sei que chorarei,
Sei que a minha vida não fará sentido,
Sei que pelo fim da dor gritarei,
Sei que me sentirei perdido,
E sei que a tristeza comigo acabará, isso eu sei.
19 de setembro de 2009
Liberdade
Voou com os braços abertos para o mundo,
Voou perseguindo sonhos, esperanças e ilusões,
Voou tentando alcançar a verdade que todos procuram,
Voou sentindo o vento que já atingiu tantos corações,
Voou, por voar, alimentado pelo sofrimento profundo.
Enfrento tempestades que me fazem balançar,
Aproximo-me da terra sem nunca nela tocar,
Luto para na minha jornada continuar,
Sei que depois da dor a felicidade vai chegar,
Sei que depois das lágrimas o sorriso me vai achar.
E se estiver condenado a apenas chorar,
Se não puder nunca sorrir como sempre quis,
Espero que possa na vida encontrar
Alguém que me possa fazer feliz.
Voou perseguindo sonhos, esperanças e ilusões,
Voou tentando alcançar a verdade que todos procuram,
Voou sentindo o vento que já atingiu tantos corações,
Voou, por voar, alimentado pelo sofrimento profundo.
Enfrento tempestades que me fazem balançar,
Aproximo-me da terra sem nunca nela tocar,
Luto para na minha jornada continuar,
Sei que depois da dor a felicidade vai chegar,
Sei que depois das lágrimas o sorriso me vai achar.
E se estiver condenado a apenas chorar,
Se não puder nunca sorrir como sempre quis,
Espero que possa na vida encontrar
Alguém que me possa fazer feliz.
18 de setembro de 2009
Amor?
Pedro era um rapaz como tantos outros. Não se achava especial, não por nunca lhe terem dito que o era, mas porque as pessoas que lho haviam dito não o faziam sentir aquilo que afirmavam. Mas Pedro não queria ser especial, bastava-lhe ser aquele rapaz que cumprimentava toda a gente com um sorriso, aquele rapaz que tantas vezes dava por si a rir à gargalhada, aquele rapaz que acordava todos os dias com dores mas que adormecia todos os dias com um sorriso. Pedro era feliz, ou assim ele pensava.
Com 23 anos Pedro conhecia a rapariga que viria a mudar a sua vida. Chamava-se Mariana e tinha a mesma idade. Logo na primeira vez em que olharam um para o outro Pedro percebeu que Mariana não era uma rapariga como as outras. Viu nos seus olhos aquilo que sempre procurara em alguém e a partir dessa tarde passaria a ter na sua cabeça a imagem daquela que era, para ele, a mulher mais perfeita à face da terra.
Com tempo conheceram-se. Primeiro com simples “olás”, depois com tardes passadas juntos, seguiram-se os almoços a dois e depois os jantares, até que o destino fez com que se beijassem, e assim começasse aquilo que para Pedro era um sonho tornado realidade. Nunca ele havia pensado que poderia vir a viver algo de tão perfeito como aquele namoro com a rapariga dos seus sonhos e todas as noites, antes de se deitar, fazia questão de escrever uma carta dirigida à Mariana, cartas que guardava religiosamente.
Foi então que, passados mais de cinco anos de namoro, Mariana acaba inesperadamente uma relação que Pedro tinha como eterna. De um momento para o outro Pedro vi-a o seu mundo cair-lhe aos pés sem que ele pudesse fazer nada para o manter em pé. Para ele aquilo não era apenas o final de um namoro, era o final de um projecto de vida, era o final daquilo que o tinha feito sentir como o homem mais sortudo do planeta.
Com 28 anos Mariana mostrara o seu verdadeiro eu e a cegueira de Pedro era curada. A frieza com que Mariana se dirigiu a Pedro para terminar o namoro gelou o coração ao rapaz. Mariana dissera que queria construir uma família, mas que não o queria nem podia fazer com alguém que nem sequer poderia jogar à bola com os seus filhos. Foram estas as palavras da “rapariga mais perfeita do planeta”.
Pedro era paraplégico desde os 11 anos. Os seus pais tinham morrido no acidente que lhe causara a paralisia. Ele, depois de muito tempo, conseguira ultrapassar a dor de não ter a seu lado os pais, muito graças à Mariana, que tudo fez para que Pedro conseguisse deixar de viver daquela tão má memória. Agora Pedro vi-a Mariana a deixá-lo, vi-a as recordações da morte dos pais a voltar e vi-a a sua vida a deixar de fazer sentido…
Uma semana depois de mundo lhe desabar sobre os pés, Pedro foi encontrado, já sem vida, junto à campa dos seus pais, ficando para sempre a sua história, que por causa da Mariana acabou da pior maneira, mas que também por causa da Mariana teve o melhor início que qualquer um pode sonhar.
15 de setembro de 2009
Noites sem inspiração
Noites em que o teu sorriso não me alcançou,
Noites em que lágrimas percorreram meu rosto,
Noites em que meu fustigado coração, ali posto,
Sentiu tão enorme dor e pelo seu final suplicou.
Mas a dor não impede a minha felicidade,
Nunca impediu nem nunca irá impedir,
Assim como esta dor não me irá deter
Na dura caminhada que farei a sorrir,
Porque um dia a alegria será verdade.
E se a alegria for já a minha realidade,
Nada mais posso pedir, nada mais posso querer,
Tenho mais do que mereço e menos do que sonhei,
Assim é a vida, assim ela terá sempre de ser…
E um dia, se o destino quiser, deixarei saudade.
Noites em que lágrimas percorreram meu rosto,
Noites em que meu fustigado coração, ali posto,
Sentiu tão enorme dor e pelo seu final suplicou.
Mas a dor não impede a minha felicidade,
Nunca impediu nem nunca irá impedir,
Assim como esta dor não me irá deter
Na dura caminhada que farei a sorrir,
Porque um dia a alegria será verdade.
E se a alegria for já a minha realidade,
Nada mais posso pedir, nada mais posso querer,
Tenho mais do que mereço e menos do que sonhei,
Assim é a vida, assim ela terá sempre de ser…
E um dia, se o destino quiser, deixarei saudade.
Simplesmente
Simplesmente…
Um olhar apaixonado,
Um amor nunca acabado,
Um suave toque desejado.
Simplesmente…
Um minuto de verdade,
Um segundo de perfeição,
Um instante de felicidade,
Um momento de comoção.
Simplesmente…
Um silêncio desesperado,
Um beijo falhado,
Um abraço prolongado,
Um adeus eternizado.
Simplesmente…
Amor…
Um olhar apaixonado,
Um amor nunca acabado,
Um suave toque desejado.
Simplesmente…
Um minuto de verdade,
Um segundo de perfeição,
Um instante de felicidade,
Um momento de comoção.
Simplesmente…
Um silêncio desesperado,
Um beijo falhado,
Um abraço prolongado,
Um adeus eternizado.
Simplesmente…
Amor…
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